Tome alguns exemplos:
A tristeza instala-se fundamentalmente na garganta, já que não há dor sem um gemido.
O medo está claramente afixado nas pernas, mais ou menos nos joelhos, no caso de você ter que fugir a correr.
A solidão está localizado no cabelo, nos piores dias o cabelo apanha-se num rabo de cavalo para unir forças mas com madeixas soltas cresce a percepção de companhia. Para os cabelos curtos, a solidão é contada através dos dedos.
A alegria começou no umbigo (centro de energia principal do corpo) e se ramifica por todo o corpo esticando os cantos dos lábios, ampliando, estendendo membros, fazendo pular e bater palmas.
A fúria reside em locais congestionados, como as pregas do punho, na profundidade das rugas da testa e na respiração contida.
A ansiedade, angústia ou desespero (Is this a song?) está no peito porque o estado físico associado manifesta-se principalmente com palpitações, taquicardia e respiração rápida, apesar de existirem pessoas que o sentem nas solas dos pés (o porquê é melhor perguntar a eles).
A alma em suspense está imediatamente após a epiderme, presa.
Tenho problemas para localizar a fadiga porque é confundida com a preguiça.
O paixão move-se livremente por todos os órgãos do corpo, pela pele, aos olhos, sobe ao cérebro e volta a descer pelo sangue, ela fica um tempo nos sensores das narinas para finalmente se converter em suor que se evapora até nova ordem.
A curiosidade está nas pontas (dos dedos, do nariz e das orelhas) e é de cores berrantes.
A insegurança não sei onde a colocar, provavelmente não tem espaço, às vezes é a gagueira nas palavras, o tique no olho ou a postura infeliz, coitadinha.
A raiva deixo-a flutuando na água da sanita e nos post's que sei que ninguém lê...
Há muitos mais, como o animo tão térreo, embora sobre esse assunto, prefira a felicidade através dos poros.
Traduzido de: http://lapicesconpunta.blogspot.com/








